Levantamento aponta que custos de produção e transporte influenciam o preço final

Um dos itens mais consumidos pelos brasileiros deve ficar mais caro. Um levantamento mostra que o pãozinho pode aumentar até 8,5% nos próximos meses. Uma receita milenar com farinha de trigo, óleo, sal, água e fermento. “Não dá pra ficar sem, pelo menos de manhã”, diz a professora de ballet Fernanda Carvalho. Segundo especialistas, diversos custos ao longo da cadeia produtiva influenciam o preço final, mesmo sem alterar o sabor do alimento.

Entre os principais fatores está a alta do diesel, que já subiu 11% e encareceu o frete, além da energia elétrica, responsável por cerca de 27% do custo e com possibilidade de reajuste de 8%. “Pra pensar no pão pronto, temos que pensar na cadeia produtiva dele”, afirma o especialista Alan Henn. A estimativa é de que o aumento chegue ao consumidor nas padarias.

O setor afirma que não há risco de desabastecimento, mas reconhece pressão nos custos, agravada pelo cenário internacional. “Deve haver algum tipo de repasse desses custos todos para a farinha”, diz Rubens Barbosa, da indústria do trigo. O pão, símbolo do consumo diário, reflete o impacto acumulado em diferentes setores da economia.

Fonte: R7