Alta do petróleo e perspectiva de aumento na demanda impulsionaram os valores dos cereais
O milho fechou a sessão em Chicago com preços em forte alta, com investidores de olho nas altas do petróleo e nas notícias sobre demanda. Os lotes do cereal para maio avançaram 2,04% nesta quarta-feira (18/3), para US$ 4,6325 o bushel.
De acordo com Roberto Carlos Rafael, sócio da Germinar Agronegócios, a disparada do petróleo, que subiu mais de 5% hoje, ajudou a impulsionar os valores futuros do milho em Chicago.
“Essa alta do petróleo se soma com as discussões em torno do aumento do uso de biocombustíveis nos Estados Unidos, além da queda dos estoques de etanol no país”, disse.
Nos EUA, a principal matéria-prima do etanol é o milho, e nos momentos de alta do petróleo, a procura pelo biocombustível no país tende a se fortalecer.
Por fim, Rafael lembra que a valorização do trigo também é positiva para o milho em Chicago. Como ambos os cereais são utilizados na indústria de ração animal, os investidores entendem que pode haver aumento na demanda.
Trigo
Após uma sequência recente de queda, o trigo se valorizou na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal para maio subiram 2,46% a US$ 6,0425 o bushel.
Os movimentos técnicos da bolsa se mistura com os fundamentos de oferta. Em boletim, a T&F Consultoria Agroeconômica disse que o baixo nível de umidade nas regiões produtoras de trigo de inverno nos EUA é positivo para os futuros do cereal.
Ainda segundo a empresa, o trigo subiu diante da possibilidade de revisão dos planos de plantio da primavera em 2026/27, caso os custos dos principais insumos agrícolas continuem a subir devido às consequências da guerra no Oriente Médio.
Soja
Por fim, a soja registrou leve alta em Chicago. Os contratos para maio avançaram 0,41%, negociados a US$ 11,6175 o bushel.
Apesar da alta do petróleo no cenário externo, a soja hoje avançou na esteira da valorização do milho e do trigo, que subiram mais de 2% na sessão.
Fonte: Globo Rural