| CLASSE |
ALVEOGRAFIA
(10-4 J)
NO MÍNIMO |
NÚMERO DE QUEDA
(SEGUNDOS) MÍNIMO |
| Trigo para outros usos |
Qualquer |
< 200 |
|
|
Fonte: Mapa (2003)
1 – Alveografia:
Teste que analisa as propriedades de tenacidade
e de extensibilidade da massa. Considerar-se-á
somente o parâmetro W, que indica a força
ou trabalho mecânico, necessário
para expandir q massa. Esse parâmetro é
determinado a partir da curva obtida pelo equipamento
alveógrafo, segundo o método padrão
indicado pelo fabricante.
2 –
Índice de queda (Falling Number): Medida
indireta da concentração da enzima
alfa-amilase determinada em 7 gramas de trigo
moído, pelo método de Hagberg (Cereal
Chemistry, v.58, p. 202, 1961) no aparelho “Falling
Number”, sendo o valor expresso em segundos.
Quanto menor o tempo, maior o teor de enzima.
Essas diferentes classes
de trigo são utilizadas para fins distintos,
conforme segue:
- Em trigo
brando, são enquadrados os grãos
de genótipos de trigo aptos para a produção
de bolos, bolachas ( biscoitos doces ), produtos
de confeitaria, pizzas e massa do tipo caseira
fresca;
- Na classe trigo pão, estão os
grãos de genótipos de trigo com
aptidão para a produção do
tradicional pãozinho ( do tipo francês
ou d’água ) consumido no Brasil.
Esse trigo também pode ser utilizado para
a produção de massas alimentícias
secas, de folhados ou em uso doméstico,
dependendo de suas características de força
de gluten ( W );
- A classe de trigo melhorador, envolve os grãos
de genótipos de trigo aptos para mesclas
com grãos de genótipos de trigo
brando, para fim de panificação,
produção de massas alimentícias,
biscoito do tipo crackers e pães industriais
( como pão de forma e pão para hambúrguer
);
- Na classe do trigo durum, especificamente os
grãos da espécie Triticum Durum
L., estão os grãos de genótipos
de trigo para a produção de massas
alimentícias secas ( do tipo italiana );
- Trigos para outros usos, são os destinados
a alimentação animal ou outro uso
industrial . Estes envolvem os grãos de
genótipos de trigo com qualquer valor de
W, mas não enquadrados em nenhuma das outras
classes, por apresentarem número de queda
( falling number ) inferior a 200 ( Scheeren e
Miranda, 1999 ).
Além da divisão
de classes, o trigo também é separado
por tipos ( 1, 2, e 3 ), de acordo com as condições
físicas do produto entregue pelo produtor,
como segue:
Fonte:
ESTRATÉGIAS PARA O TRIGO NO BRASIL
- 2004 - Ricardo messias Rossi e Marcos fava Neves
(coord.) - Ed. Atlas S/A, 2004.
Tipificação
do Trigo segundo a Instrução Normativa
nº 1, de 27 de janeiro de 1999, do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
| Tipo |
Peso
do Hectolitro (Kg/kl) Mínimo |
Umidade (%) Máxima |
Matérias
Estranhas e Impurezas
(% Máxima)
|
Grãos
Danificados |
| Por
Insetos (% Máxima) |
Por
calor, mofados e ardidos (% máxima) |
Chochos,
triguilhos e quebrados (% máxima) |
| 1 |
78 |
13 |
1,00 |
0,50 |
0,50 |
1,50 |
| 2 |
75 |
13 |
1,50 |
1,00 |
1,00 |
2,50 |
| 3 |
70 |
13 |
2,00 |
1,50 |
2,00 |
5,00 |
Fonte: Mapa (2003)
De acordo com a portaria
nº 167, de 29/07/1994 ( Ministério
da Agricultura ) os itens considerados durante
avaliação do tipo de trigo são:
- Peso
do hectolitro: é a massa de 100 litros
de trigo, expressa em quilogramas;
- Umidade: é o percentual de água
encontrado na amostra;
- Grãos danificados: são os que
se apresentam danificados pelo calor, por insetos
e/ou outras pragas , ardidos, mofados , germinados,
esverdeados, chochos, bem como os quebrados (
fragmentados ) e o triguilho;
- Grãos danificados pelo calor ( queimados
): são grãos inteiros ou quebrados
que apresentam a coloração do endosperma
diferente da original, no todo ou em parte, devido
a ação da temperaturas;
- Grãos ardidos: são os grãos
inteiros ou quebrados que apresentam a coloração
do endosperma diferente da original, no todo ou
em partes, pela ação de processos
fermentativos;
- Grãos mofados: são os grãos
inteiros ou quebrados que apresentam fungos (
bolor ) visível a olho nú;
- Grãos chochos: são os grãos
que se apresentam desprovidos parcial ou totalmente
do endosperma, devido ao incompleto desenvolvimento
fisiológico, e que vazam através
da peneira de crivo oblongo de 1,75 mm x 20,00
mm ( espessura da chapa: 0,72 mm );
- Triguilhos: são os grãos que vazam
através da peneira de crivo oblongo de
1,75 mm x 20,00 mm ( espessura da chapa: 0,72
mm );
- Grãos quebrados ( fragmentados ): são
fragmentos de grãos que vazam através
da peneira de crivo oblongo de 1,75 mm x 20,00
mm ( espessura da chapa: 0,72 mm );
- Grãos germinados: são os grãos
que apresentam germinação visível;
- Grãos esverdeados: são os grãos
que não atingiram a maturação
completa e apresentam coloração
esverdeada;
- Grãos danificados por insetos e/ou outras
pragas: são os grãos ou pedaços
que apresentam danos no germe ou endosperma, resultantes
da ação de insetos e/ou outras pragas;
- Matérias estranhas: são todas
as partículas não oriundas da planta
de trigo, taís como fragmentos vegetais,
sementes de outras espécies, pedra, terra,
entre outras;
- Impurezas: são todas as partículas
oriundas da planta de trigo, taís como:
casca, fragmentos do colmo, folhas, entre outras.
Fonte: ESTRATÉGIAS
PARA O TRIGO NO BRASIL - 2004 - Ricardo messias
Rossi e Marcos fava Neves (coord.) - Ed. Atlas
S/A, 2004.
Estrutura
do Grão de Trigo
|
Os
grãos de trigo têm tamanho
e cor variáveis, e o formato oval,
com as extremidades arredondadas. Numa das
extremidades, encontra-se o germe e na outra,
cabelos finos. Ao longo do lado ventral
nota-se uma reentrância, conhecida
como "crease". A presença
deste sulco é um fator que dificulta
e particulariza o processo de moagem do
trigo, uma vez que um processo simples de
abrasão para a retirada da casca
não seria possível.
O grão se divide praticamente em
duas partes: o pericarpo e a semente.
A parte mais externa é o pericarpo,
que recobre toda a semente e é composto
por 6 camadas (epiderme, hipoderme, remanescentes
da parede celular ou células finas,
células intermediárias, células
cruzadas e células tubulares).
A semente é formada pelo endoesperma
e o germe, que são recobertos por
3 camadas: testa (onde estão os pigmentos
que dão cor ao grão), camada
hialina e aleurona. Do ponto de vista botânico,
a aleurona é parte do endosperma,
mas no processo de moagem ela faz a parte
do farelo. A figura 3 mostra o grão
de trigo e suas partes.
Os constituintes químicos não
se distribuem uniformemente pelo grão.
O pericarpo (cerca de 5% do peso do grão)
é rico em pentosanas, celulose, cinzas
e proteína.
A aleurona (7%) é uma camada rica
em cinza (fósforo, fitato), proteína,
lipídios, vitaminas (niacina, tiamina,
riboflavina) e enzimas.
O endosperma (82%) é composto basicamente
de amido, mas sua parte mais externa (subaleurona)
contém mais proteína que a
porção interna.
O germe (3%) tem alto conteúdo de
proteína, lipídios, açucares
redutores e cinzas.
|
| 1- |
CREASE |
| 2- |
ENDOSPERMA |
| 3- |
FARELO |
| 4- |
GERME |
| 5- |
ENDOSPERMA |
| 6- |
ALEURONA |
| 7- |
HIALINA |
| 8- |
TESTA |
| 9- |
CÉLULAS TUBULARES |
| 10- |
CÉLULAS CRUZADAS |
| 11- |
HIPODERME |
| 12- |
EPIDERME |
| 13- |
GERME |
|
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Fontes: EMBRAPA-CTAA-[Manual EMBRAPA-pp.16] |
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